ESPECIARIAS - Parte I: história, usos e classificações

ESPECIARIAS - Parte I: história, usos e classificações

Post do dia: 2017-10-06 16:26:43. Publicado 11/10/2017 por Prof. Marta Moeckel, MSc Categoria: Alimentação Coletiva .

O preparo de refeições deve ser contemplado além do simples uso, porém, essenciais em nossas refeições, pelo uso das diversas especiarias, condimentos ou simplesmente temperos.

De acordo com Carneiro (2003) em sua obra intitulada Comida e sociedade: uma história da alimentação “a  maior revolução na alimentação humana ocorreu no período moderno com a ruptura no isolamento continental, quando o intercâmbio de produtos de diferentes continentes, ocorrido no bojo da expansão colonial europeia, alterou radicalmente a dieta de praticamente todos os povos do mundo. As especiarias asiáticas como pimenta, canela, cravo, noz-moscada, gengibre, difundiram-se para a Europa encontrando suas plantas aromáticas açafrão, tomilho, manjerona, louro, segurelha, anis, coentro e alho, usadas desde a Grécia e Roma e chegaram aos outros continentes”.

As especiarias, consideradas alimentos/drogas e ainda substâncias de consumo gustativo, mas também medicinais e afrodisíacas, e influenciaram decisivamente na história da alimentação, da política e econômica da humanidade.

A avidez pelas especiarias vem desde o Império Romano. O termo pimenta originou-se do latim pigmenta, que tinha significado de pigmento. Mais tarde passou a referir-se ao vinho enriquecido na cor e no aroma com especiarias e, por extensão, a qualquer especiaria.

Entre os espanhóis, usou-se o termo para as plantas americanas do gênero Capsicum, tanto o tipo doce ou pimentão, como o tipo picante, as diversas pimentas. A pimenta-do-reino (Piper nigrum), originada da Índia, tem seu nome na maior parte das línguas européias, à exceção do português e do espanhol.

Como se observa na história da humanidade, as especiarias já serviram de moeda de troca, dotes, heranças, reservas de capital; pagavam impostos, serviços, dívidas e obrigações religiosas. Além disso, facilitavam o comércio de alimentos, pois aumentavam a durabilidade, a resistência a mofos e pragas, bem como suportavam os longos períodos de viagens por mar ou terra.

As especiarias chegaram ao Brasil por meio das rotas das embarcações provenientes da Ásia, onde as colônias favoreciam o plantio das especiarias trazidas pelos europeus e atualmente são utilizados condimentos vindos de todas as partes do mundo, inclusive do próprio país., e tal qual anteriormente são considerados importantes para a saúde devido à presença e dos efeitos de componentes bioativos, antioxidantes, anti-inflamatórios, digestivos  e terapêuticos.

As especiarias podem ser classificadas quanto:

Origem: vegetal, animal, mineral, com aplicação para Aromatizantes,  Flavorizantes,  Corantes,  Adoçantes,  Acidulantes;

Tipo e parte da planta: ervas aromáticas, bulbos, caules,  folhas,  frutos,  vagens,  sementes e resinas;

Sabor: ácido, salgado, amargo, doce e picante;

Tipo de Mistura:  pó, líquido e pasta;


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Prof. Marta Moeckel, MSc

Prof. Marta Moeckel, MSc

Mestre em Engenharia de Produção pela COPPE - Universidade Federal do Rio de Janeiro Especialista em Qualidade de Alimentos pelo Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos. Especialista em Alimentação Coletiva pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN). Professora convidada no curso MBA em Gestão de Negócio de Alimentação da NutMed/ Fac Redentor. Professora do Curso NutMed Preparatório Geral e Residência (ASA). Professora convidada no curso MBA em Gestão de Restaurantes da Estácio. Instrutora da VISA RJ/SINDIRIO em higiene e manipulação de alimentos. Consultora de projetos operacionais em alimentação coletiva

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