O diabetes mellitus é um complexo problema de saúde pública, que atinge cerca de 415 milhões de indivíduos no mundo. Estima-se que este número aumente para 693 milhões até 2045. Atualmente, sabe-se que a incidência de diabetes mellitus vem aumentando podendo levar a uma redução pronunciada na expectativa de vida dessa população.
O diabetes mellitus é caracterizada como síndrome metabólica causada pela deficiência absoluta e/ou relativa do hormônio insulina, resultando em hiperglicemia crônica e distúrbios no metabolismo dos lipídios, proteínas e carboidratos, que pode acarretar diversas complicações clínicas na vida dos acometidos.
Sabe-se que a falta de um adequado controle metabólico no diabetes mellitus é fator de risco para desenvolvimento de diversas comorbidades graves, como, Doenças Cardiovasculares, Doença renais (Nefropatias), Doenças oculares, etc. No entanto, nos últimos anos, estudos clínicos e epidemiológicos recentes, sugerem uma correlação entre a doença de Alzheimer e o Diabetes Mellitus tipo 2.
O diabetes mellitus e a doença de Alzheimer são condições clínicas relacionadas com a idade e ambas são caracterizadas por aumento de incidência e de prevalência ao longo do envelhecimento. Os efeitos do diabetes mellitus tipo 2 no cérebro vem agora sendo reconhecidos e apontado como um importante fator de risco para declínio cognitivo e demência, como a doença de Alzheimer.
Os mecanismos fisiopatológicos relacionados à origem e ao processo exato que desencadeia as alterações na doença de Alzheimer ainda não são totalmente compreendidos. No entanto, a maioria dos estudos sugere que o depósito do peptídeo beta-amilóide, resultante de um processamento anormal da proteína precursora beta-amilóide (hipótese de cascata amilóide), pode ser um elemento desencadeador e/ou contribuinte para a patogênese do Alzheimer.
Em circunstâncias normais, a acumulação de β-Amilóide é parcialmente controlada pela ação da enzima que degrada a insulina (IDE). No entanto, no diabetes mellitus tipo 2, caracterizado por hiperinsulinemia, essa enzima tem uma afinidade maior com a insulina, levando a um aumento significativo do acúmulo de peptídeos beta-amilóide no cérebro. Nesse cenário, por meio desse ciclo, o diabetes e a doença de Alzheimer podem agir em conjunto no processo de degeneração cerebral.
Papel Preventivo da Nutrição e Importância do Nutricionista
Diante disso, a Nutrição tem um papel crucial no papel preventivo na conexão entre o diabetes mellitus tipo 2 e a doença de Alzheimer. O tratamento nutricional deve assegurar todas as necessidades nutricionais do paciente diabético e um adequado controle glicêmico. A alimentação adequada é um dos pilares do tratamento do diabetes mellitus e é essencial para alcançar controle metabólico satisfatório, prevenindo complicações clínicas futuras e doenças, como a doença de Alzheimer.
Portanto, o nutricionista desempenha uma função importante em desenhar estratégias personalizadas para controlar a glicemia, prevenir complicações e promover hábitos alimentares saudáveis. Além de orientar sobre escolhas nutricionais, ajustar planos alimentares conforme as necessidades individuais e monitorar o impacto na saúde metabólica. A intervenção da Nutrição é essencial, não apenas para gerenciar a condição atual, mas também para prevenir a progressão e melhorar a qualidade de vida.
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Referência bibliográfica:
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