A importância da avaliação nutricional do paciente oncológico pediátrico
O estado nutricional da criança e do adolescente com câncer tende a se agravar ao longo do tratamento antineoplásico, principalmente devido aos efeitos colaterais da terapia, das alterações metabólicas causadas tanto pela doença como pelo tratamento e até mesmo pela hospitalização.
Um adequado estado nutricional é considerado essencial para o sucesso do tratamento do câncer infanto-juvenil, no entanto a avaliação nutricional é um grande desafio, pois os métodos geralmente utilizados para diagnóstico nutricional nesta faixa etária, embora úteis, apresentam limitações na prática clínica.
Qual a melhor forma de avaliação?
A avaliação nutricional classicamente utilizada e que leva em consideração medidas de peso, são por vezes questionáveis nestes pacientes, uma vez que algumas neoplasias apresentam cerca de 10% de massa tumoral o que pode subestimar a gravidade da desnutrição. Além disso, as características distintas causadas pelas alterações metabólicas e efeitos secundários do tratamento tais como náuseas, vômitos, diarreias e mucosites, que comprometem o estado nutricional, nem sempre são possíveis de serem mensurados.
Desta forma torna-se necessário a utilização de uma abordagem mais ampla para avaliação nutricional, com técnica que integre diversas variáveis nutricionais, e permita a identificação do estado nutricional de pacientes pediátricos com câncer com maior precisão e traga benefícios para melhora da assistência nutricional nesta população.
Sendo assim, a inclusão associada de métodos subjetivos de avaliação nutricional é capaz de proporcionar um melhor diagnostico nutricional, pois leva em considerações variáveis como perda de peso, ingestão alimentar, sintomas gastrintestinais, estresse metabólico, capacidade funcional e exame físico.
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