Mecanismos de desintoxicação: o que você precisa saber

Mecanismos de desintoxicação: o que você precisa saber

Post do dia: 2018-04-13 09:18:26. Publicado por Equipe Nutmed Categoria: Novidades .

Há muito tempo, os meios de comunicação têm divulgado o termo detox, atribuindo às alterações de estilo de vida e à busca por uma alimentação equilibrada como sendo uma nova dieta para reduzir o peso corporal. Mas você saberia dizer exatamente o que é o detox?

O detox é a abreviação de detoxificação e corresponde ao processo de desintoxicação e biotransformação, ou seja, ao metabolismo de comportos químicos estranhos (chamados de xenobióticos) a um determinado sistema biológico.

Em animais e em nós, seres humanos, os xenobióticos podem estar presentes em medicamentos, poluentes do ar, fumaça de cigarro, cosméticos, produtos de limpeza, agroquímicos e outros, que entram no organismo pelas vias aéreas, cutânea ou oral, onde os alimentos têm grande participação.

Mas os xenobióticos não são os únicos vilões do processo de intoxicação do organismo. Toxinas derivadas do processamento de alimentos, como aquelas geradas durante a queima de carvão, madeira, lixo, tabaco, derivados de petróleo, além de corantes e aditivos químicos contribuem para a sobrecarga tóxica que afeta muitas pessoas.

Além disso, a biotransformação também envolve a inativação e eliminação de produtos oriundos do nosso metabolismo que poderiam ser prejudiciais à saúde do indivíduo.

Sintomas de sobrecarga do sistema de biotransformação

Os sinais e sintomas de sobrecarga do sistema de biotransformação são inespecíficos e, muitas das vezes, atribuídos a outras doenças, e incluem:

Cefaleia;

Fadiga;

Dores;

Cansaço;

Tosse;

Doenças gastrointestinais;

Debilidade imunológica.

Como esses sinais e sintomas podem ser atribuídos a uma série de doenças, o nutricionista clínico, por meio de anamnese completa e dirigida, e de ferramentas de rastreio metabólico, poderá sugerir a realização de exames bioquímicos ao paciente para o correto diagnóstico e direcionamento do tratamento.

Uma das ferramentas utilizadas é a Teia da Nutrição Funcional, que leva em consideração os antecedentes, os gatilhos ambientais e fatores de exposição, os elementos atenuadores ou mediadores e os sinais e sintomas que o paciente apresenta. Saiba mais sobre os objetivos da prática clínica da Nutrição com relação à detoxificação.

O detox na prática clínica do nutricionista

Na prática clínica, o profissional de Nutrição tem como objetivos:

1 - Avaliar o grau de exposição e risco de saúde do paciente por meio de pesquisa de metais pesados, avaliação de produtos indesejáveis de metabolismo (ureia, ácido úrico, homocisteína, e outros), e análise de dados de consumo dietético e história alimentar.

2 - Analisar a capacidade de desintoxicação do indivíduo por meio das provas de função hepáticas (enzimas hepáticas como TGO/AST, TGP/ALT, GGT e fosfatase alcalina), avaliação da função renal (creatinina sérica, clearence de creatinina e microalbuminúria em urina de 24h) e capacidade antioxidante.

Como sabemos que uma das melhores maneiras de não sobrecarregar os sistemas de biotransformação é a prevenção, selecionamos algumas estratégias para prevenir a sobrecarga tóxica.

Estratégias de prevenção da sobrecarga tóxica

- Optar por alimentos orgânicos, se possível;

- Caso não seja viável a adoção de alimentos orgânicos, evitar os alimentos mais contaminados por agrotóxicos, por exemplo: pimentão, uva, pepino, morango, couve, abacaxi, mamão, alface, tomate e beterraba;

- Consumir a recomendação diária da OMS de 400g de frutas e hortaliças ou o equivalente a 5-9 porções;

- Higienizar adequadamente (solução clorada a 200ppm) frutas e hortaliças para remoção de parte dos resíduos químicos da superfície do alimento;

- Consumir de forma moderada proteínas de origem animal (carnes, ovos e laticínios);

- Evitar o consumo de gorduras de origem animal (ex.: gordura aparente da carne bovina ou pele de aves);

- Manter uma ingestão equilibrada entre ácidos graxos da série n-3 e n-6 (de 1:5-10, respectivamente) para minimizar processo de inflamação sistêmica;

- Reduzir ao máximo o consumo de alimentos processados;

- Procurar variar os métodos de preparo, evitando o consumo frequente de alimentos submetidos a altas temperaturas: frituras, assados, grelhados em carvão e em chapas, em especial proteínas de origem animal. Optar por versões que utilizam calor úmido, como cozidos e ensopados;

- Reduzir o consumo de carnes processadas e defumadas, como embutidos e frios;

- Não fumar;

- Consumir o mínimo de bebidas alcóolicas;

- Fazer uso racional de medicamentos e suplementos, sempre sobre a orientação de um profissional;

- Ingerir pelo menos dois litros de água ao dia;

- Manter o peso estável, evitando grandes flutuações.

 

 

 

 


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