Seletividade Alimentar no Transtorno do Espectro Autista 

Seletividade Alimentar no Transtorno do Espectro Autista 

Post do dia: 2019-10-02 17:02:11. Publicado por Equipe Nutmed Categoria: Nutrição Clínica .

Seletividade Alimentar no Transtorno do Espectro Autista 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é descrito como uma síndrome neurológica e comportamental, caracterizada principalmente pelo prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social, bem como a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Tais sinais tornam-se evidentes nos primeiros anos de vida da criança, e podem afetar diretamente seus hábitos alimentares.

As crianças com o transtorno do espectro autista frequentemente apresentam seletividade alimentar, visto que o comportamento repetitivo e o interesse restrito podem ter papel importante na recusa e resistência ao novo. Além disso, a baixa aceitabilidade de alimentos pode estar associada também aos distúrbios sensoriais comumente presentes no autismo, conhecido como transtorno de processamento sensorial

Transtorno do Processamento Sensorial no Autismo

O transtorno do processamento sensorial consiste na resposta desproporcional a um determinado estímulo sensorial, que pode provocar o aumento ou diminuição do nível de excitabilidade ou até mesmo flutuações entre estes dois extremos. Sabe-se que cerca de 78 a 90% das crianças com autismo podem apresentar alterações do processamento sensorial, levando a um impacto importante na alimentação, porém normalmente não é percebida devido às dificuldades de comunicação desses pacientes, principalmente na primeira infância. 

As crianças autistas com transtorno de processamento sensorial podem ser hiper-responsivas, reagindo de forma exagerada ao um determinado estímulo, que se manifesta através da ansiedade, medo ou comportamento de oposição, ou serem hiporesponsivas, reagindo de forma apática e sem demonstração de interesse. Por isso, quando estas alterações ocorrem no momento da refeição, dado toda experiência sensorial presente (odores, texturas, sabores e cores), favorece a recusa de certos tipos de alimentos pela criança. 

Em função disso, é comum que crianças hiper-responsivas tenham o consumo restrito de alimentos de uma determinada cor ou textura, ou preparações com pouco tempero por causa do sabor e do cheiro, o que tornar a alimentação da criança autista seletiva e pouco diversificada. Além disso, essa criança pode até mesmo apresentar dificuldades em permanecer na mesa durante a refeição, por se sentir desconfortável com os inúmeros estímulos. Já as crianças hiporesponsivas podem levar horas para terminar a refeição, sendo um grande desafio para a família. 

Embora as crianças com autismo possam apresentar um paladar restrito, a seletividade alimentar deve ser trabalhada desde cedo, pois sem intervenção nutricional, corre o risco da alimentação permanecer durante um longo tempo restrita, o que compromete o estado nutricional, assim como, o desenvolvimento e crescimento adequado da criança. Dessa forma, é de suma importância que o Nutricionista faça a orientação adequada aos pais ou responsáveis, no intuito de tornar a alimentação da criança com autismo cada vez mais diversificada e nutritiva.   

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Bibliografia Consultada

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION et al. Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-5®). American Psychiatric Pub, 2013.

CDC (2014) Prevalence of autism spectrum disorders among children aged 8 years: autism and developmental disabilities monitoring network, 11 sites, United States, 2010. MMWR Surveillance Summaries 63(2): 1–22.

DE CARVALHO, Jair Antonio et al. Nutrição e autismo: considerações sobre a alimentação do autista. 2012.

LEAL, Mariana et al. Terapia nutricional em crianças com transtorno do espectro autista. Cadernos da Escola de Saúde, v. 1, n. 13, 2017.

Nutricionista: Clara Machado


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