Dicas para fazer uma gestão que ajude otimizar sua produção, reduzir os gastos e aumentar os lucros.
Nos tempos atuais o cenário de atuação dos profissionais de nutrição do ramo de alimentação é de muita correria e pressão para superar os desafios exigidos pelo mercado. Em meio a aumento de custos, concorrência acirrada, metas ajustadas e pressão para otimizar os resultados, o nutricionista deve responder com competência e para tal, um excelente caminho é fortalecer suas competências gerenciais. Afinal, nos dias de hoje não basta ser apenas um excelente nutricionista (“olhar técnico”) e sim um nutricionista que desempenha seu papel como gestor, como administrador competente.
Um excelente passo para um nutricionista melhorar a capacidade gerencial é buscar se aprofundar no tema gestão financeira. Embora muitos tenham medo do tema (em alguns casos trauma mesmo), é importante recordar que os profissionais que ocupam cargos chaves à frente de negócios de alimentação tem em suas mãos decisões muito críticas e que impactam diretamente na saúde financeira da empresa. Que ver um exemplo? Pois bem, as rotinas principais dos profissionais de nutrição incluem: reunião com equipe, planejamento de cardápios, controle de estoque, pedidos de compra e participação de reuniões de planejamento de equipes, precificação e custos de contratos. Todas estas atividades afetam diretamente os maiores temas de custos de uma empresa: Folha de Pagamento, Produção e Matéria-Prima (compra e estoque).
Então podemos concluir que um primeiro passo prático para esta melhoria no desempenho seria os nutricionistas se tornarem excelentes gestores financeiros? Apesar de ser um ótimo acontecimento, não é bem assim. É melhor pensarmos que seria bem mais realista e efetivo ter um nutricionista que busca como primeiro passo obter a mentalidade de um gestor que alcança melhores resultados, e que por isso conhece os principais conceitos da área financeira que afetam sua rotina (Ex.: Resultado, Caixa, Precificação, Controle de Custo e Estoque), sabe analisar e trabalhar com informações financeiras em planilhas (ex.: Excel) e monta planos de ação com base nestas informações, agregando seus conhecimentos específicos da área de nutrição para reduzir custos e aumentar ganhos.
Tendo este entendimento, é provável que fique mais suave e interessante a busca do nutricionista por conteúdo relacionado às finanças em negócios na área de alimentação e assim realizar com mais propriedade ações que favoreçam a saúde financeira da empresa, como nestas 7 dicas que selecionamos abaixo:
7 dicas para melhorar as finanças em um negócio de alimentação
Planejamento
- Precificação: Sempre que participar de algum projeto de precificação de um contrato ou mesmo de definição de preços de cardápios, tenha em mente que é fundamental não se esquecer de que, além da fórmula “custo do produto + % de custo + despesas fixas e variáveis + impostos + percentual de lucro = preço”, existe ainda a percepção do cliente que é afetada por sua proposta (exemplo: um cliente ao ver o alto preço de um prato, espera um alto nível de sofisticação, tanto do serviço quanto dos ingredientes).
- Gestão de Orçamento em UAN: Sempre que a empresa iniciar o projeto de uma UAN, monte um cenário financeiro que retrate ao longo dos meses o faturamento esperado, os custos de produção, os custos fixos, as despesas e o lucro esperado. Estas informações permitirão montar um comparativo do planejado vs o realizado, tornando mais fácil a criação de planos de ação para colocar os resultados “nos trilhos”. Para tal é fundamental conhecer um pouco da Demonstração do Resultado do Exercício (D.R.E.) e contar com a ajuda da equipe financeira.
- Políticas de RH: Busque por informações sobre a legislação trabalhista atual, a Reforma Trabalhista de 2017 trouxe diversas alterações nas relações entre empregadores e empregados que podem ser benéficas para ambas as partes, dentre elas: a possibilidade de pactuar um banco de horas mais flexível, estabelecer contratações para Teletrabalho (Home Office), ter funcionários em Jornada Intermitente, etc.
Operacional
- Aquisição de produtos de limpeza: Procure comprar produtos de uso profissional, de marcas reconhecidas e que apresentem o melhor custo benefício (preço x consumo). Outro ponto fundamental é capacitar a equipe para obedecer sempre às instruções de uso disponíveis nos rótulos e de como proceder com o serviço (POP – Procedimento Operacional Padrão).
- Equipamentos: Opte por comprar refrigeradores, fogões, fornos e outros equipamentos que ajudem a gerar economia através do consumo de energia (elétrica ou gás) e de baixa exigência de manutenção. Organize também rotinas de verificação do funcionamento de equipamentos e ações de manutenção preventiva.
- Equipe: Invista sempre na qualificação da mão-de-obra e remuneração adequada. porque apesar de parecer um paradoxo, funcionários altamente capacitados e adequadamente remunerados são bem mais produtivos e isso resulta em serviços rápidos, boa comida, atendimento eficiente e tudo isto com custos baixos.
- Ingredientes: Nunca substitua ingredientes por outros de preços mais baixos e de qualidade inferior, certamente é um mau negócio apesar da redução dos custos. A maestria aqui está em fazer ótimas compras considerando não somente o custo do ingrediente, mas também de todos os outros benefícios que ele oferece. Portanto, substitua com inteligência, buscando preço baixo e qualidade igual ou superior.
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Referências:
- Blog Conta Azul – Guia de Gestão Financeira para Serviços de Alimentação
- Material didático FGV – Pós-graduação em Administração de Empresas Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios Exame PME Papo de Empreendedor
- Sebrae
- Gestão Operacional de Preços e Custos em Restaurantes – José Carlos Lucentini (Editora Livre Expressão, 2014)
- Gestão, Economia e Finanças na Alimentação – José Carlos Lucentini (Editora Livre Expressão, 2015)
- Gerenciamento de bares e restaurantes – James Luiz Venturi (Bookman, 2010)
- Site Unilever Food Solutions




