Nas clínicas de nutrição, é cada vez mais comum as mulheres acima de 40 anos expressarem preocupações relacionadas ao climatério. Isso ocorre devido ao aumento da população feminina nessa faixa etária, que pode superar em quantidade as mulheres mais jovens nas próximas décadas, conforme indicado pelas projeções do IBGE.
O climatério refere-se à diminuição progressiva da fertilidade nas mulheres, caracterizada pela redução da função ovariana, diminuição dos níveis de estradiol e progesterona, e aumento das gonadotrofinas hipofisárias. Essas mudanças resultam em diversas alterações físicas, metabólicas e emocionais na mulher.
No climatério, um dos órgãos mais afetados, sendo alvo de queixas frequentes é a pele, devido ao envelhecimento cutâneo, pois independentemente da época da vida, as mulheres desejam se sentir bem com sua pele.
O envelhecimento cutâneo é um processo fisiológico, complexo e contínuo, resultado de diversos fatores. E um dos fenômenos que auxiliam esse processo é a glicação, uma reação não enzimática, que ocorre a partir da ligação de uma molécula de glicose e uma molécula de proteína (elastina e colágeno) gerando produtos de glicação avançada (AGEs), que levam a perda progressiva de elasticidade e tonicidade da pele.
No entanto, no climatério, a queda de estrogênio também tem um grande impacto nesse processo, por exercer importante papel na integridade da pele, uma vez que há presença de receptores de estrógenos em seus componentes celulares.
Estudos têm demonstrado que baixas concentrações do hormônio afetam o conteúdo de colágeno, glicosaminoglicanos, água, elasticidade e espessura, afetando assim, a qualidade de todas as camadas da pele, tornando-a mais fina e estruturalmente enfraquecida.
Mesmo com o declínio acelerado das condições cutâneas observado no climatério, é possível minimizá-lo através de estratégias nutricionais, e assim, contribuir para a melhora da autoestima da mulher.
À medida que as mulheres envelhecem, a atenção nutricional especializada na saúde feminina, concentrada no gerenciamento dos sinais e sintomas do climatério, está se destacando como uma abordagem terapêutica alternativa. Isso se deve à sua contribuição significativa para aprimorar a qualidade de vida e a autoestima durante essa fase singular e delicada da vida da mulher. Pensando nisso, separamos alguns exemplos de estratégias nutricionais no combate ao envelhecimento cutâneo.
Proteína
Mulheres no climatério tendem a ingerir menos alimentos proteicos, este baixo consumo tornam-nas deficientes em proteínas. Nestes casos a suplementação alimentar torna-se uma alternativa, com o intuito de desacelerar os impactos do envelhecimento e no declínio da produção de colágeno.
Dieta pobre em açúcares
Recomenda-se também um dieta pobre em carboidratos refinados para diminuir o processo de glicação, que ocorre a partir da ligação de uma molécula de glicose e uma molécula de proteína (elastina e colágeno) gerando produtos de glicação avançada (AGEs), que contribuem para o envelhecimento cutâneo avançando.
Dieta rica em Antioxidantes
Uma dieta rica em antioxidantes desempenha um papel crucial na prevenção do envelhecimento cutâneo. Os antioxidantes são substâncias que combatem os radicais livres, moléculas instáveis que podem danificar as células da pele e acelerar o processo de envelhecimento. Ao incorporar alimentos ricos em antioxidantes na dieta, é possível neutralizar esses radicais livres e promover prevenção do envelhecimento cutâneo.
Vitamina C
A vitamina C desempenha diversas funções no corpo e exerce um impacto significativo como um fator antienvelhecimento. Atua como um antioxidante ao estar intimamente envolvida na produção de colágeno, desempenhando o papel de cofator na hidroxilação das enzimas prolina e lisil hidroxilase. Essas enzimas desempenham um papel crucial na estabilização e na formação de pontes entre as fibras de colágeno.
Silício
O silício desempenha um papel fundamental na produção de colágeno, uma proteína essencial para a saúde da pele. Ele atua como um cofator na síntese de colágeno, contribuindo para a formação e estabilidade das fibras colágenas. Garantir uma ingestão adequada de silício, seja por meio da alimentação saudável e suplementação, é essencial para apoiar a produção eficaz de colágeno e manter a saúde dos tecidos do corpo.
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Referência bibliográfica:
BRUM, Keron Ferreira; SPINELLI, Silvia Moro Conque. A influência da nutrição no envelhecimento cutâneo da mulher na menopausa. Brazilian Journal of Development, v. 9, n. 05, p. 18055-18065, 2023.
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