Conheça as principais plantas tóxicas nacionais

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Sumário

plantas tóxicas

Conheça as principais plantas tóxicas nacionais

Como já abordamos em postagem anterior, o índice de intoxicação por plantas no Brasil é alto: cerca de 2.000 casos por ano. Por isso, todo profissional de saúde que atua em fitoterapia, inclusive nós, nutricionistas, deve conhecer as principais plantas tóxicas brasileiras.

plantas tóxicas

Para a observação do potencial tóxico dessas plantas, foram levadas em consideração a prevalência e a incidência de registros sobre a sua toxicidade, além do domínio do Sinitox – Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas.

Vamos às plantas?

Informações por espécies

1 – Tinhorão

Família: Araceae.

Nome científico: Caladium bicolor Vent.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarreia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

 

2 – Comigo-ninguém-pode

Família: Araceae.

Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.

Nome popular: aninga-do-Pará

Sintomas: sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarreia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

 

5 – Saia-branca

Família: Solanaceae

Nome científico: Datura suaveolens L.

Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertemia; nos casos mais graves pode levar à morte.

Prinípio ativo: alcaloides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina).

 

6 – Aroeira

Família: Anacardiaceae

Nome científico: Lithraea brasiliens March

Nome popular: pau-de-bugre, coração-de-bugre, aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira-brava.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: reação dérmica local (bolhas, vermelhidão e coceira), que persiste por vários dias; a ingestão pode provocar manifestações gastrointestinais.

Princípio ativo: os conhecidos são os óleos voláteis, felandreno, carvacrol e pineno.

 

7 – Bico-de-papagaio

Família: Euphorbiaceae.

Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd.

Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarreia. Princípio ativo: látex irritante.

 

8 – Coroa-de-cristo

Família: Euphorbiaceae.

Nome científico: Euphorbia milii L.

Nome popular: coroa-de-cristo

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema nos lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema nas pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

Princípio ativo: látex irritante.

 

9 – Avelós

Família: Euphorbiaceae.

Nome científico: Euphorbia tirucalli L.

Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dado-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema de lábios, boca e língua.

 

10. Urtiga

Família: Urticaceae

Nome científico: Fleurya aestuans L.

Nome popular: urtiga-brava, urtigão, cansanção.

Parte tóxica: pelos do caule e folhas.

Sintomas: o contato causa dor imediata devido ao efeito irritativo, com inflamação, vermelhidão cutânea, bolhas e coceira.

Princípio ativo: histamina, acetilcolina, serotonina.

 

11 – Espirradeira

Família: Apocynaceae.

Nome científico: Nerium oleander L.

Nome popular: oleandro, louro rosa.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náudseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarreia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar à morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos.

 

12 – Chapéu-de-napoleão

Família: Apocynaceae.

Nome científico: Thevetia peruviana Schum.

Nome popular: jorro-jorro, bolsa-de-pastor.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex pode causar dor em quaimação na boca, salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar à morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos.

 

13 – Cinamomo

Família: Meliaceae.

Nome científico: Melia azedarach L.

Nome popular: jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara,

Parte tóxica: frutos e chá das folhas.

Sintomas: a ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central.

Princípio ativo: saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina).

 

14 – Mandioca-brava

Família: Euphorbiaceae.

Nome científico: Manihot utilissima Pohl (Manihot esculenta ranz).

Nome popular: mandioca, maniva.

Parte tóxica: raiz e folhas.

Sintomas: a ingestão causa cansaço, falta de ar, fraqueza, taquicardia, taquipneia, acidose metabólica, agitação, confusão mental, convulsão, coma e morte.

Princípio ativo: glicosídeos cianogênicos.

 

15 – Mamona

Família: Euphorbiaceae.

Nome científico: Ricinus communis L.

Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato.

Parte tóxica: sementes.

Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito.

Princípio ativo: toxalbumina (ricina).

 

16 – Pinhão-roxo

Família: Euphorbiaceae.

Nome científico: Jatropha curcas L.

Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo.

Parte tóxica: folhas e frutos.

Sintomas: náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia mucosa e até sanguinolenta, dispneia, arritmia e parada cardíaca.

Princípio ativo: toxalbumina (curcina).

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