Fórmula infantil e composto lácteo: Você sabe a diferença entre eles?

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Fórmula infantil e composto lácteo: Você sabe a diferença entre eles?

A prática da amamentação tem um papel fundamental para saúde da criança, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida, e complementado após a introdução alimentar até 2 anos ou mais.

Embora o leite materno seja considerado o padrão ouro na alimentação do lactente, visto que ele influencia positivamente no seu crescimento e no seu desenvolvimento, condições específicas da criança e da nutriz podem dificultar ou impedir o ato da amamentação, como:

  • Presença de doenças contagiosas
  • Uso de fármacos específicos
  • Prematuridade
  • Falecimento materno
  • Doenças metabólicas raras (Ex: Galactosemia)

Em casos onde a amamentação é contra-indicada ou quando houver baixa ou ausência de produção do leite materno, são necessários cuidados especiais com a alimentação de crianças não amamentadas ou parcialmente amamentadas, sendo comum o surgimento de dúvidas e inseguranças entre as famílias. Logo, é dever do Nutricionista orientar na escolha do melhor substituto ou complemento e sobre as diferenças dos produtos existentes no mercado, que na maioria das vezes podem confundir o consumidor na hora da compra. Abaixo segue as diferenças entre fórmula infantil e composto lácteo.

Fórmula infantil


A fórmula infantil é o leite de vaca modificado, embora o produto não possua diversos compostos presentes no leite materno, a indústria alimentícia com o objetivo torná-lo compatível, permite o ajuste da quantidade de gordura, proteína do leite, carboidratos, vitaminas e minerais.

De acordo com o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos (2019), a fórmula infantil é o substituto mais adequado e seguro do leite materno até, pelo menos, 9 meses de idade, por satisfazer todas as necessidades nutricionais dos lactentes durante os primeiros seis meses de vida de forma exclusiva e a partir dessa idade, sendo complementado com outros alimentos até 1 ano.

Hoje, existem diversas fórmulas infantis no mercado, desenvolvidas para públicos específicos e necessidades nutricionais especiais como: prematuros, sem lactose, de soja, entre outras, sendo classificadas pela faixa etária: 0 a 6 meses e 6 a 12 meses (ou a partir de 6 meses).

Contudo, é de suma importância orientar os pais e familiares em relação ao preparo do produto lácteo, chamando a atenção para a quantidade correta da fórmula e de água para reconstituição indicadas na embalagem. O preparo inadequado do produto lácteo pode prejudicar o crescimento da criança, tanto pela oferta de menor quantidade da fórmula, favorecendo ao pouco ganho de peso, quanto pela sua maior oferta, contribuindo para ao ganho de peso excessivo.

Composto lácteo


É o produto em pó resultante da mistura do leite de vaca e produtos ou substâncias alimentícias lácteas e/ou não lácteas aptas para alimentação humana, como: óleos vegetais, fibras, vitaminas e minerais. No entanto, a legislação permite que o produto contenha apenas no mínimo 51% de ingredientes lácteos em sua composição, por isso, não pode ser classificado como leite. Além disso, os produtos classificados como compostos lácteos podem apresentar açúcar e aditivos alimentares na sua composição.

Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos (2019) classifica o composto lácteo como um produto ultraprocessado, portanto não recomenda o uso para crianças menores de 2 anos pela presença de açúcar e aditivos alimentares na composição do produto. Sendo assim, não é indicado como substituto do leite materno e de fórmulas infantis.

Infelizmente, muitos pais e familiares se confundem na hora da compra, pois os compostos lácteos apresentam embalagens semelhantes às fórmulas infantis, e geralmente são vendidos juntos, porém com preços menores. Além disso, como forma de marketing, em alguns destes produtos vêm descrito o gênero e a faixa etária para qual o mesmo é indicado de acordo com os nutrientes acrescidos, sendo fácil o consumidor se enganar e levar o produto errado para casa.

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Bibliografia Consultada:

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos. Brasil. Ministério da Saúde, 2019.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. 2009.

Nutricionista Clara Machado

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