Importância dos Alimentos Antioxidantes para Corredores

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Sumário

Hoje, com o aumento do número de provas e praticantes, a corrida de rua tornou-se uma das modalidades esportivas mais praticadas no Brasil, alcançando mais de 250 mil inscritos anualmente nas competições, contando apenas com o Estado de São Paulo. Com o crescimento do esporte, aumenta também a preocupação em relação ao desempenho físico do atleta, em razão aos inúmeros cuidados nutricionais que a modalidade exige.

A corrida de rua é caracterizada como exercício físico intenso e prolongado que expõe o organismo a circunstâncias fisiológicas que perturbam a homeostase, produzindo uma série de respostas musculares e sistêmicas, durante e após a prática. Entre os efeitos indesejados do exercício, destaca-se o estresse oxidativo, que pode causar prejuízo na saúde e no desempenho dos corredores.

Estresse Oxidativo Induzido pelo Exercício Físico e Uso de Alimentos Antioxidantes 

estresse oxidativo compreende no desequilíbrio entre os sistemas pró-oxidantes e antioxidantes, que ocorre principalmente pela produção excessiva de compostos oxidativos ou quando a velocidade de remoção do excesso é insuficiente. Embora a geração de radicais livres seja um processo fisiológico no organismo, a formação em demasia desses compostos, pode resultar em efeitos deletérios no organismo.

Sabe-se que o treinamento esportivo e a competição promovem a elevação acentuada da atividade metabólica celular, pelo aumento do consumo de oxigênio, assim como, a ativação de vias metabólicas específicas durante ou após o exercício, com formação de radicais livres e moléculas altamente reativas como ânion superóxido (O2•-), peróxido de hidrogênio (H2O2) e radical hidroxil (HO•), denominadas como espécies reativas de oxigênio (EROs). No exercício físico intenso e prolongado, como o caso das corridas de ruas, a produção de agentes oxidantes pode facilmente exceder a capacidade do sistema antioxidante e ocasionar efeitos negativos em atletas, como: fadiga muscular, lesões musculares e redução do desempenho físico.

Em virtude disso, o sistema antioxidante em indivíduos atletas possuem um papel importante na defesa contra a produção aumentada de radicais livres e de espécies reativas, pela sua ação de inibir e/ou reduzir os danos causados por esses compostos. Esse sistema é dividido em defesa enzimática, que inclui as enzimas Superóxido Dismutase, Catalase e Glutationa Peroxidase, e em defesa não-enzimática, que é composta por uma variedade de substâncias antioxidantes, que podem ter origem endógena ou dietética.

Como citado anteriormente, uma das linhas de defesa do sistema antioxidante no organismo ocorre pela ação dos antioxidantes exógenos, via alimentação, que são representados pelas vitaminas e minerais. Dentre os micronutrientes com potencial antioxidante, destacam-se as vitaminas A, C e E e os minerais zinco, selênio e magnésio, que possuem papel protetor importante, impedindo que as membranas celulares sejam danificadas, atuando na neutralização de radicais livres, bem como estimular os mecanismos de reparo celular. Além disso, alguns compostos bioativos também podem apresentar atividade antioxidante, como o caso dos carotenóides e flavonóides.

Alimentos Fontes de Antioxidantes

Vitamina A

Fígado, gema de ovo, cenoura, abóbora, espinafre, manga e mamão, etc.

Vitamina C

Acerola, limão, laranja, kiwi, goiaba, pêssego, morango, etc.

Vitamina E

Amêndoa, avelã, castanha-do-Brasil, nozes, amendoim, abacate, etc.

Zinco

Cereais integrais, farelo de trigo, carnes em geral, ovo, etc.

Selênio

Castanha-do-Brasil, cereais integrais, leite e derivados, peixes, etc.

Magnésio

Leite, leguminosas, cereais integrais, vegetais de folhas verdes escuras, etc.

 

Carotenóides

Cenoura, batata doce, tomate, espinafre, manga, mamão papaia,

brócolis, etc.

Flavonóides

Leite de soja, farinha de soja, uva e uva passas, etc.

Portanto, a alimentação é fundamental não apenas para garantir o desempenho esperado durante os treinos ou em competições, mas atuar também na prevenção e/ou redução do estresse oxidativo. Por isso, o uso de alimentos com potencial antioxidante é fortemente recomendado na alimentação dos corredores, visto a necessidade aumentada de antioxidantes e os efeitos deletérios do estresse oxidativo para saúde, assim como, no resultado esportivo.

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Bibliografia Consultada:

CERQUEIRA, Fernanda Menezes; DE MEDEIROS, Marisa Helena Gennari; AUGUSTO, Ohara. Antioxidantes dietéticos: controvérsias e perspectivas. Química Nova, v. 30, n. 2, p. 441, 2007.

KRUK, Joanna et al. Oxidative stress in biological systems and its relation with pathophysiological functions: the effect of physical activity on cellular redox homeostasis. Free radical research, v. 53, n. 5, p. 497-521, 2019.

PINGITORE, Alessandro et al. Exercise and oxidative stress: potential effects of antioxidant dietary strategies in sports. Nutrition, v. 31, n. 7-8, p. 916-922, 2015.

Nutricionista: Clara Machado

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