Uso racional de Fitoterápicos na Gestação

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Sumário

O uso de plantas medicinais ainda é um instrumento muito utilizado pela população, seja como curativo ou até mesmo como paliativo. Além de ser uma prática frequente por parte da população, a fitoterapia também é utilizada por mulheres no período gestacional, para o alívio de alguns sintomas comuns nesse período.

Na gravidez ocorrem alterações fisiológicas que são inerentes ao período, que, embora sejam consideradas normais, podem ocasionalmente originar sintomas desagradáveis à gestante, levando assim, à utilização de medicamentos para atenuar o desconforto.

A ideia equivocada das pessoas de que as plantas medicinais são inócuas a saúde, contribui com a automedicação, que se entende como o emprego de medicamentos sem prescrição, acompanhamento ou orientação médica. Todavia, as plantas medicinais quando utilizadas corretamente podem ser consideradas como medicamento, mas seu uso inadequado é extremamente perigoso.

O uso de plantas medicinais durante a gravidez ou lactação é um assunto delicado uma vez que podem causar estímulo da contração uterina e consequente aborto ou parto prematuro; ação hormonal que possibilite alterações no desenvolvimento fetal ou do sexo da criança; ações genotóxicas, mutagênicas, citotóxicas, fetotóxicas e teratogênicas que podem levar a malformação no feto.

O risco da automedicação e da ingestão de comprimidos sem avaliação médica vem em dose dupla para as grávidas; tanto a mãe quanto o feto podem ser vítimas dos efeitos colaterais das medicações, naturais, fitoterápicas, alopáticas e até mesmo homeopáticas, sejam elas que vão desde uma simples alergia até má formação fetal.

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