Nutrição Ortomolecular, o que é?
Linus Pauling. Esse é o nome do doutor em Química que dedicou anos de sua carreira em pesquisas sobre o comportamento do organismo humano e os alimentos. Tanta dedicação rendeu ao seu currículo (e para nós, nutricionistas!) a introdução à Nutrição Ortomolecular.
Os primeiros estudos datam de 1949, quando Pauling e seus colaboradores publicaram um artigo que anunciou a descoberta da causa da anemia falciforme, a primeira doença a ser descrita como uma doença molecular.
Porém, só após 19 anos das pesquisas iniciais e, claro, anos de estudos, Pauling conseguiu publicar o artigo Psiquiatria Ortomolecular na famosa revista Science. Este artigo comprovou que o equilíbrio do organismo humano tem relação direta com os alimentos que consumimos.
Após a publicação, inicia-se a aplicação
A Nutrição Ortomolecular descreve a prática de prevenção e tratamento de doenças e proporciona quantidades necessárias de nutrientes ao corpo. Esses nutrientes estão presentes nos alimentos ou isolados, objetivando equilíbrio corpóreo.
Já o termo ortomolecular está associado à necessidade de promoção de equilíbrio molecular, com ênfase no controle da formação excessiva de radicais livres. Essas substâncias em excesso podem provocar sérios danos à saúde humana.
Partindo-se do princípio que a maioria das patologias viria acompanhada por alterações da composição bioquímica do organismo, uma correção, principalmente nutricional, provocaria o restabelecimento da homeostase interna. Além disso, as evidências científicas apontam os radicais livres como parte fundamental da gênese de diversos processos patológicos.
Deste modo, faz-se necessário o conhecimento da fisiopatologia relacionada a esses desequilíbrios metabólicos capazes de gerar alterações bioquímicas e, por fim, lesões nos diversos sistemas do organismo.
Um grande exemplo é o uso de suplementos ortomoleculares no apoio ao tratamento de transtornos psiquiátricos (esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), o que pode fornecer uma adição viável para terapia de droga convencional.
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Referência
Janson M. Orthomolecular medicine: the therapeutic use of dietary supplements for anti-aging. Clin Interv Aging. 2006;1(3):261-5.






