Terapia nutricional enteral: conheça essa via de alimentação e os 7 cuidados
Alguns pacientes precisam de cuidados especiais em relação a sua dieta e isso pode ter diversas causas: desnutrição, impossibilidade de ingestão de alimentos por via oral, necessidade de complementação na dieta, situação de risco nutricional, entre outros fatores. Para casos como esses, que são bastante específicos, é comum utilizar a terapia nutrição enteral, um meio de nutrição que substitui ou complementa a nutrição tradicional.
O objetivo é atender os pacientes que estão impossibilitados de ingerir alimentos por via oral para que possam ter uma alimentação equilibrada, com a quantidade ideal de carboidratos, gorduras, minerais, proteínas e vitaminas. Nesses casos, a alimentação é feita por sonda, onde o alimento se encontra em composição líquida ou em pó a ser reconstituído em água.
Para administra-la, porém, é importante que nós, nutricionistas, trabalhemos em conjunto com a equipe multiprofissional, que geralmente é composta por médico, enfermeiro, farmacêutico, além de quaisquer outros envolvidos no cuidado integral e integrado do paciente. Isso porque, o engajamento dessa equipe é essencial para se alcançar o resultado esperado na administração da dieta.
Confira em quais casos a terapia é contraindicada
1 – Obstrução intestinal
2 – Íleo paralítico
3 – Instabilidade hemodinâmica
4 – Sangramentos do trato gastrointestinal
5 – Vômitos ou diarreias frequentes
6 – Fístulas intestinais
7 – Pancreatite grave
8 – Inflamações do trato gastrointestinal
Conheça os cuidados necessários ao administrar a dieta
– A sonda deve está bem fixada no nariz do paciente;
– A dieta deve ser sempre administrada lentamente para evitar qualquer problema como diarreias, gases, náuseas ou vômito;
– Os horários para administração da dieta devem ser semelhantes aos horários das refeições normais: café da manhã, almoço, jantar, ceia e lanches;
– Para receber a dieta, o paciente deve estar sentado no leito, formando um ângulo de 45° (no mínimo) em relação à cama. Ele deve ficar nesta posição durante o recebimento da dieta e por mais 30 minutos após o término dela. Esta posição é extremamente importante, pois impede que o paciente se engasgue com a dieta e que ela se dirija ao pulmão;
– Se o paciente apresentar náusea, tosse excessiva, dificuldade respiratória ou qualquer alteração, suspenda imediatamente a dieta e entre em contato com o médico para orientação;
– Cuidado para não puxar a sonda acidentalmente. Caso haja saída ou entupimento, ela deverá ser trocada pelo médico;
– E o mais importante: a sonda deve ser limpa diariamente, por isso, use gaze, água e álcool ou sabonete suave para limpar sua parte externa. E não se esqueça de secar bem após a limpeza.
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